Histria evolutiva de \textit{Cornitermes cumulans} inferida atravs da filogeografia

Rafaella G. Santos, Museu de Zoologia da USP, Faculdade de Filosofia, Cincias e Letras de Ribeiro Preto
Tiago F. Carrijo, Universidade Federal do ABC, Museu de Zoologia da USP 
Adriana C. Morales-Corra e Castro, FCAV-UNESP, Cmpus de Jaboticabal
Eliana Marques Cancello, Museu de Zoologia da USP

\textit{Cornitermes cumulans} se distribui em reas abertas do centro e leste da Amrica do Sul. Seus soldados e alados apresentam grande variao morfolgica que podem ocorrer por diferenas genticas ou plasticidade da espcie. Diante disso, nosso objetivo foi caracterizar molecularmente e investigar a estrutura populacional de \textit{C. cumulans} utilizando os genes mitocondriais COI e COII, e o nuclear ribossomal ITS. Foram analisadas sequencias de 198 indivduos para COI [nmero de hapltipos (h)=91], 208 para COII (h=78) e 221 para ITS (h=14). As redes de hapltipos de COII e ITS, feitas no R, no mostraram estruturao. Diferente de COI, que separou dois grupos por 29 mutaes. Um dos grupos apresenta hapltipos distribudos por todas as localidades amostradas, j o outro, apenas no RJ, ES e leste de MG. Nas anlises Bayesianas para cada gene, realizadas no BEAST,  possvel observar o mesmo padro encontrado nas redes de hapltipos. A AMOVA realizada a partir desses dois grupos mostrou alta estruturao populacional para COI (FST=0,79; p<0,02), leve para COII (FST=0,11; p<0,01) e nenhuma para ITS (FST=0,03; p<0,12). Os marcadores apresentam resultados divergentes, pois COI tem uma evoluo mais rpida que os demais, detectando assim padres de estruturao mais recentes que ainda no conseguem ser detectados pelos outros dois. Uma suposio para esse resultado,  que no ltimo Interglacial (12Ka) a distribuio de \textit{C. cumulans} era a mesma das reas abertas, e quando as florestas se expandiram, no ltimo Mximo Glacial (21Ka), funcionaram como barreira dividindo os dois grupos, levando-os a uma diferenciao.
